Depositário De Ideias

Nome: PMarques
Localização: Portugal

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

C'est la vie!

É incrível como muitas vezes sou tão facilmente posto de parte. Esquecido será demais. Preterido será talvez o termo mais enquadrável naquilo que sinto. Imprescendível um dia, desnecessário noutro. C'est la vie!...

Tudo o que tenho de ti.

o vazio
a indifrença
o nenhum
a abstenção
o nada
é tudo o que tenho de ti. muito.

mas sofrer-te é o melhor que já vivi
mas preenche-me o ar já respirado por ti
mas rejuvenescem em mim os teus odores fatigados
mas sustentam-me os teus alimentos mastigados

é tudo o que tenho de ti. muito.

Paulo Marques 28ago09

Terça-feira, Agosto 18, 2009

Voltei...

o acaso, o afago, o amasso
o que faço?

a ternura, a procura, a loucura
o que perdura?

alimento, suntento, cabimento
sentimento?

meus, teus, seus...
adeus?


(voltei)

Sábado, Abril 25, 2009

25 de Abril! Sempre!

...porque foi determinante; porque foi um ponto de partida (mesmo com tudo o que de mau tem a nossa sociedade nos dias de hoje); porque nos foi dada uma oportunidade de retomar um país, com liberdade de expressão (e já estragamos muitas dessas oportunidades); porque quero ter escolhas, nem que sejam más e pagar por isso; porque 35 anos depois ainda acho que valeu a pena; porque nem a pseudo-segurança e os pseudo-valores justificam o não acesso à Liberdade de um povo, das pessoas que têm ideias, vontades e pensamentos; e porque neste dia uma estimada amiga faz anos! Parabéns Íris. :)

Segunda-feira, Março 23, 2009

40 anos e 88 dias!

...será que os 40 anos me deixaram em estado tal que me travaram a vontade de aqui vir depositar letra, frase, textos?...Não... até já! bjs e abraçosa todos.

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Ciclo perfeito

Sabes…
não acordo sem te sonhar
e se não te sonhar morri
morri todos os minutos que dormi
se te sonho, a manhã chega-me
como porta para mais um dia
que vale a pena viver
e vivo todos os minutos
com a sede da tua essência
transparente, água vital
que me irriga a alma
e me sustém até à noite
em que me deito
e te sonho...
Ciclo perfeito.

Paulo Marques, 25set08

Tocaste-me

Olhei e não vi
Olhei e já vi
Tocaste-me e não senti
Mas senti depois
Quando o calor
E o amarelo, da pele tocada
Surgiu e fugiu
Sorri
Depois já não sorri
Isto porque olhei
Olhei
Olhei
E já não te vi
E porque o amarelo
Aquele, da pele tocada
Se não for teu
Não é tão quente
Olho
Eu olho
Tudo à volta
E já não te vejo
Mas sonho
Que um dia
Te beijo!

Paulo Marques, 25set08

Sem nome

Intrínseco,
sem pele e sem osso
escavando à mão
o seu fosso

Dilacerante,
o gesto marcado
e a dor sufocante
de culpado

Emotivo,
sei o que sentes
para além
do ranger dos dentes

Torpor,
que te impinges
não lutas, não gritas
finges...

Paulo Marques, 25set08

Irritanços!

Se há coisa que me irrita solenemente é ir a caminho da máquina de lavar a roupa, com um molhe dela, meter a roupa dentro, escolher o programa (é sempre o mesmo!!...), ligar a máquina e... ao voltar pela casa, encontrar sempre uma merda de uma MEIA esquecida no chão! UMA, nunca as duas, nunca o par, só UMA!! ARGHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Domingo, Junho 15, 2008

...

Sempre que demoro a escrever aqui qualquer coisa é porque se passa o inverso do que se poderá pensar, ou seja, há muito para escrever. Mas, a vida ensina-nos que nem tudo pode ser despejado de qualquer forma. O sentido deste blog perde-se quando tomo consciência que não posso escrever tudo o que sinto e necessito. Também não escrevo num papel e guardo. Sinto, passo pelas coisas que me atormentam, deixo-as viver num reboliço interior. E muito se passou desde a ultima vez que aqui escrevi... Não só negativas é certo, porque algo na minha vida retomou o seu percurso normal e isso deixou-me melhor. Mas voltanto atrás, o sentido deste blog perde-se quando o fiz para ser o deposítario das minha ideias, pensamentos, mágoas, felicidades e não cumpro. Mas como ninguém é perfeito e eu estou muito longe disso, eu prossigo na aventura de escrever o possível, o que me deixo relatar de mim.
Mas hoje, hoje ainda não consigo. Bjs e abraços a todos.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

...

os teus braços, como raízes, terrosos, puxam-me para o escuro num vazio tão puro de silêncios tenebrosos

os teus braços não se vêm mas desaguam por mim adentro, atingem o meu centro, contaminas-me

os teus braços enlaçam-se numa ternura cortante, golpeando e imiscuindo-se nas entranhas

os teus braços afastam-me de tudo, isolam-me de todos e esconjuro em vão, o teu nome, solidão.